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Amem, amem, amém.

Segundo pesquisa realizada recentemente, os americanos revelam possuir 237 razões para praticar sexo. O estudo constata uma variação entre os motivos físicos e psicológicos, além de revelar dados curiosos. Respostas e desculpas para todos os gostos foram divulgadas pela pesquisa. Tem muita gente praticando sexo para vingar-se do parceiro. Outros por puro desejo ou carência afetiva. Revelou também como algumas mulheres praticam o “ato” simplesmente para manter o parceiro em casa. Dentre os motivos destacam-se o uso utilitário, como por exemplo: para alcançar certo objetivo, obter dinheiro ou recursos materiais, status ou qualquer outra forma de tirar proveito. Diminuição do estresse, busca de prazer, desejo físico e novas experiências também foram citados. Os praticantes do sexo por motivo superficial, querem apenas uma experiência prazerosa, mas tem gente “virando-os-zoinhos” para ficar mais perto de Deus. E todos os 1549 entrevistados afirmaram já ter “ido pra cama“ meramente para satisfazer o parceiro.
O resultado parece engraçado, porém o certo mesmo é que pouca gente se preocupa com o motivo. Talvez os fins justifiquem os meios ou os princípios, mas o que todos querem mesmo são os “finalmentes”.
Há pouco tempo, por herança religiosa, sexo era considerado pecado. Por ser algo tão “ofensivo” aos olhos de Deus, não se falava disso com os filhos. O tabu como sagrado se mantém ainda hoje. Assim, a educação sexual fica a cargo das tecnicidades das escolas ou das experiências empíricas dos amigos. Pior ainda quando aprendem através das pecaminosas descrições das religiões. Dizem os clérigos: “Sexo só para fins de reprodução”. Coitados dos estéreis.
Certa vez perguntei a um padre: “Como o senhor pode falar de algo que teoricamente, não conhece na prática?” Nunca mais entrei numa igreja e devo ter sido excomungado naquele instante.
Não acredito que Deus, em sua infinita sabedoria, iria fazer algo tão bom e reservar apenas para a finalidade profissional da reprodução. Seria injusto, e contraria o argumento de que Ele é sábio.
Tentar proibir o uso da camisinha em pleno século XXI ou determinar regras para o amor, sim, é pecado. E quem o faz deveria ser sumariamente punido com o encaminhamento direto para os “quartos dos infernos”.
Amem, amem, amém. Amai-vos uns aos outros, porque sexo é muito bom. E seja lá qual for o motivo: aprecie sem moderação.

Erick Cerqueira - erick@oxente.art.br
Estudante da Faculdade 2 de Julho e
Diretor de Marketing da Fundação Ca&Ba


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